O primeiro boletim da safra 2025/2026 indica que os trabalhos de campo no Paraná seguem em ritmo acelerado nas principais culturas agrícolas. Os dados são do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgados nesta quarta-feira (7), com base no Sistema de Acompanhamento de Safra Subjetiva (PSS), referente à segunda semana de janeiro.
O levantamento aponta bom desenvolvimento das lavouras em praticamente todas as regiões do Estado, reflexo das condições climáticas favoráveis registradas até o momento.
A soja, principal cultura agrícola do Paraná, já ocupa cerca de 4,8 milhões de hectares. A maioria das áreas apresenta condições consideradas boas, com lavouras predominantemente nas fases de desenvolvimento vegetativo e floração. A produção estimada chega a aproximadamente 22 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de mais uma safra expressiva para o Estado.
As regiões com maior área cultivada de soja são os núcleos de Campo Mourão (704 mil hectares), Ponta Grossa (547 mil hectares), Cascavel (544 mil hectares) e Toledo (493 mil hectares).
No milho, a primeira safra soma cerca de 339 mil hectares plantados, com distribuição equilibrada entre as regiões produtoras. Mais de 90% das lavouras estão classificadas entre condições médias e boas. Já a segunda safra, responsável pela maior parte da produção estadual, tem previsão de mais de 2,8 milhões de hectares, embora o plantio ainda esteja em estágio inicial.
O feijão apresenta dois cenários distintos. Na primeira safra, o Paraná registra aproximadamente 103,6 mil hectares cultivados, com colheita já em andamento em algumas regiões e produção estimada em cerca de 184 mil toneladas. A segunda safra da cultura ainda está no início do plantio, com grande parte das áreas previstas.
A batata também tem desempenho relevante na atual safra. A primeira safra contabiliza mais de 16,6 mil hectares plantados, com colheita em curso e produção estimada acima de 530 mil toneladas. Já a segunda safra da cultura encontra-se majoritariamente em fase de plantio, com previsão de pouco mais de 10 mil hectares.
Segundo o Deral, apesar do cenário positivo até agora, o monitoramento das lavouras continua atento, especialmente quanto à regularidade das chuvas nos próximos meses, fator essencial para a confirmação das produtividades esperadas.







