Quantidade de paranaenses de 15 a 29 anos fora da escola e do mercado de trabalho recuou de 474 mil, em 2019, para 374 mil em 2024.
A chamada geração “nem-nem” — jovens que não estão matriculados em instituições de ensino nem possuem ocupação profissional — apresentou redução no Paraná. Em 2019, eram 474 mil pessoas nessa condição. Já em 2024, o número diminuiu para 374 mil, uma queda de 100 mil indivíduos ao longo de cinco anos.
Os dados, organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), estão presentes na Síntese de Indicadores Sociais, levantamento divulgado nesta quarta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o avanço está relacionado ao investimento contínuo em educação e formação profissional. “Estamos oferecendo muitas oportunidades para que os jovens paranaenses possam estudar, se qualificar e ascender no mercado de trabalho. Temos a melhor educação do Brasil e o maior número de universidades estaduais do País, com sete instituições presentes em diversas regiões. Contamos com aulas de robótica, programação e programas como o Ganhando o Mundo, que estimulam o aluno a permanecer na rede pública”, afirmou.
Atualmente, o grupo dos “nem-nem” representa a menor parcela dentro da população jovem do estado. Do total de 2,57 milhões de paranaenses entre 15 e 29 anos, 520 mil estudam (20%), 422 mil conciliam estudo e trabalho (16%), 1,25 milhão (49%) está empregado e somente 374 mil (11%) não estudam nem trabalham. Entre estes últimos, 20,5% estão procurando emprego.
Para o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, a redução é resultado da integração entre políticas adotadas pelo governo estadual. “Quando atuamos simultaneamente no combate à evasão escolar e na ampliação de oportunidades de primeiro emprego, atingimos níveis bem menores de jovens que não estudam e não estão inseridos no mercado”, destacou.
O estudo do IBGE também mostra crescimento na frequência escolar. Entre 2016 e 2024, a taxa bruta subiu 8,2% no Paraná. A presença de alunos de 15 a 17 anos aumentou de 84,2% para 91,1%. No Ensino Fundamental II (11 a 14 anos), o índice passou de 98,5% para 99,4%.
Entre os programas que contribuíram para esse cenário está o Presente na Escola, criado em 2019 pelo Governo do Estado, responsável por monitorar presença em tempo real, acionar famílias e fazer busca ativa em casos de ausência prolongada. Outro destaque é o Ganhando o Mundo, projeto de intercâmbio internacional que exige grande assiduidade — e que terá sua maior edição em 2026, com o envio de 2 mil estudantes ao exterior.
O secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, reforça que o resultado está diretamente ligado ao fortalecimento da rede pública. “Estamos aplicando recursos e empenho para assegurar uma educação inovadora, atrativa e de excelência. Isso tem reduzido significativamente as taxas de abandono no Fundamental e no Médio nos últimos dez anos. O impacto é direto na vida dos jovens, em suas famílias, no mercado de trabalho e na economia paranaense”, afirmou.
AEN







