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Maringá recebe representantes de quatro estados para intercâmbio técnico sobre saúde mental

Entre os dias 24 e 26 de março, a Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Saúde, receberá delegações dos estados da Bahia, Pernambuco, Minas Gerais e Ceará para um intercâmbio técnico voltado à saúde mental na Atenção Primária à Saúde (APS). A iniciativa faz parte da ‘Rede Colabora APS’, que promove a troca de experiências entre gestores e profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante os três dias de atividades, dois representantes de cada estado participante, além de um integrante da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), irão conhecer de perto o modelo de atendimento desenvolvido em Maringá. O projeto, idealizado pela Fiocruz — instituição reconhecida pela atuação na formação de profissionais, pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico voltado ao SUS — tem como foco a chamada ‘Educação entre Pares’, que incentiva o aprendizado a partir de experiências bem-sucedidas de diferentes regiões do país.

Ao todo, 472 iniciativas foram inscritas para participar do programa de intercâmbio, mas apenas 30 foram selecionadas. Entre elas está Maringá, único município do Paraná a integrar a rede de cooperação. Para o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, a escolha reforça o reconhecimento do trabalho desenvolvido na cidade. “O reconhecimento da Fiocruz demonstra que o serviço de saúde do município vem se fortalecendo e hoje se destaca como referência nacional”, afirma.

Um dos diferenciais da rede municipal é que todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) contam com psicólogos disponíveis para atendimento à população. Em muitas cidades, um único profissional atende várias unidades, enquanto em Maringá a presença em cada UBS amplia a capacidade de atendimento e fortalece o cuidado com a saúde mental.

O município também conta com quatro Centros de Atenção Psicossocial (Caps): o Capsi, voltado ao atendimento de crianças e adolescentes; o Caps AD II, destinado a adultos com sofrimento psíquico relacionado ao uso de álcool e outras drogas; o Caps II Canção, para pessoas com transtornos mentais graves e persistentes; e o Caps III, que dispõe de 12 leitos para acolhimento de curta permanência. Além disso, a cidade mantém atendimento de emergência psiquiátrica 24 horas no Hospital Municipal.

A programação do intercâmbio começa na manhã do dia 24, com recepção das delegações no Auditório Hélio Moreira, no Paço Municipal, onde será apresentada a experiência de Maringá na área. À tarde, os participantes seguirão para a Secretaria de Saúde para momentos de diálogo e troca de experiências.

No dia 25, as comitivas participarão de visitas técnicas à UBS Piatã, UBS São Silvestre, Caps III e ao serviço de emergência psiquiátrica do Hospital Municipal. Já no dia 26, último dia da programação, será realizado o encerramento e avaliação do intercâmbio no auditório do Parque do Japão.

A delegação de Maringá também já participou de outras experiências dentro da rede. Em dezembro de 2025, esteve em São Bernardo do Campo (SP), e em janeiro de 2026, em Vitória (ES). Em abril, estão previstas novas visitas técnicas em Belo Horizonte (MG) e São Cristóvão (SE).

O psicólogo de Apoio Institucional em Saúde Mental na APS, Leandro Carmo de Souza, destaca que o intercâmbio contribui para ampliar a visão sobre o cuidado em saúde mental. “Esse contato com outras realidades nos permite conhecer novas estratégias e práticas de atendimento que podem ser adaptadas e incorporadas à nossa rede de cuidados”, explica.

Além do intercâmbio, Maringá também será destaque em um documentário produzido pela Fiocruz sobre experiências bem-sucedidas na saúde pública. Na última terça-feira, dia 10, uma equipe de filmagem esteve na cidade para registrar ações desenvolvidas pela Secretaria de Saúde e pelas UBSs.

Durante dois dias de gravações, foram visitados locais como a Secretaria de Saúde, a UBS Vardelina e a UBS São Silvestre. O material fará parte do projeto da ‘Rede Colabora APS’ e reunirá experiências dos municípios participantes. “Ficamos muito felizes com essa iniciativa. Ser escolhido pela instituição e ter o nosso trabalho registrado em um documentário mostra que estamos avançando na construção de políticas públicas eficientes, especialmente no cuidado com a saúde mental”, conclui o psicólogo Leandro Carmo de Souza.