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Bombeiros orientam banhistas sobre prevenção e cuidados em casos de queimaduras por água-viva

Com a chegada do verão, muitas pessoas buscam as praias do Litoral para se refrescar, mas é fundamental ficar atento aos riscos no mar. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) alerta para um incidente bastante comum nesta época do ano: as queimaduras provocadas por água-viva — termo popular que também inclui as caravelas. Apesar de serem animais diferentes, ambos possuem tentáculos capazes de liberar toxinas que causam dor intensa e lesões na pele.

Segundo o CBMPR, o aparecimento desses animais não segue um padrão fixo. As águas-vivas podem surgir devido a movimentos migratórios e desequilíbrios ambientais, enquanto as caravelas costumam ser levadas até a costa por ventos fortes. “Dias com vento intenso favorecem a chegada de caravelas à orla”, explica a capitã Tamires Silva Pereira.

Um sinal de alerta é a presença visível de tentáculos ou de animais inteiros na água rasa e na faixa de areia. Nessas situações, a recomendação é evitar entrar no mar. A identificação também ajuda na prevenção: a caravela tem aparência semelhante a uma bexiga azul-arroxeada que flutua na superfície, enquanto a água-viva lembra um sino transparente, muitas vezes quase imperceptível.

A dor causada pelas queimaduras ocorre porque, ao tocar nos tentáculos, a toxina é liberada sobre a pele. “Trata-se de uma queimadura química. Essa substância tem função digestiva e, ao entrar em contato com a pele humana, provoca ardor intenso de forma imediata”, detalha a capitã.

Primeiros cuidados

Em caso de queimadura, a orientação é sair da água imediatamente e procurar um posto de guarda-vidas, onde há vinagre disponível para o atendimento inicial. “O vinagre atua neutralizando a toxina desses animais. Ele deve ser aplicado diretamente sobre a área afetada e, em seguida, o local deve ser lavado com água do mar”, orienta a bombeira. Também é importante procurar um local protegido do sol e acompanhar a evolução dos sintomas.

Situações mais graves costumam envolver grandes áreas do corpo, especialmente regiões como tórax, pescoço e áreas próximas às vias respiratórias. Crianças, idosos e pessoas com histórico de alergias precisam de atenção redobrada.

O Corpo de Bombeiros alerta ainda que práticas populares podem piorar o quadro. “Não se deve usar água doce, pois ela rompe as cápsulas da toxina e aumenta a área afetada. Gelo, álcool e urina também não são recomendados”, reforça a capitã.

Quando procurar atendimento médico

É indicado buscar auxílio médico ou acionar os guarda-vidas caso surjam sintomas como febre, dificuldade para respirar, dor intensa persistente ou sinais de reação alérgica grave. De acordo com o CBMPR, em algumas temporadas há aumento pontual de casos por períodos de 15 a 20 dias, mas não existe um padrão fixo de ocorrência entre os anos.

Como prevenir

Durante períodos de maior incidência, os guarda-vidas reforçam os avisos nos postos do Litoral e nas redes sociais do Corpo de Bombeiros. Para quem vai entrar no mar, a principal forma de prevenção é diminuir a exposição da pele. “O uso de camisetas e bermudas de elastano, próprias para atividades aquáticas, é uma excelente alternativa. Elas protegem áreas sensíveis como pescoço, tórax e virilha”, destaca a capitã Tamires.

Recomendações do Corpo de Bombeiros

  • Observe a faixa de areia; se houver animais ou tentáculos, evite o mar.
  • Utilize camisetas e bermudas de elastano para reduzir o contato com a pele, especialmente em crianças e idosos.
  • Em caso de queimadura, saia da água e procure um posto de guarda-vidas.
  • Aplique vinagre diretamente na lesão e lave com água do mar.
  • Não utilize água doce, gelo, álcool ou urina.
  • Busque atendimento médico se houver febre, confusão mental, dificuldade respiratória ou dor intensa persistente.
  • Em emergências, ligue 193.

AEN