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Prefeitura de Maringá ainda não concluiu exoneração de agente da Guarda Municipal acusado de feminicídio

A Prefeitura de Maringá ainda não finalizou o processo de exoneração de um agente da Guarda Municipal acusado de feminicídio contra a ex-companheira. Gerson Rafael Geidellis, de 46 anos, está preso preventivamente desde o dia 21 de dezembro de 2025. Ele confessou o crime e se apresentou de forma voluntária às autoridades.

O homicídio ocorreu no dia 20 de dezembro de 2025. Segundo a Polícia Civil, Geidellis é acusado de matar a tiros a ex-companheira, Jéssica Daiane Cabral, de 30 anos, dentro da residência dela, no Jardim Madrid. Ainda conforme a investigação, a arma utilizada no crime seria a de uso funcional do agente.

Em nota, o município informou que o procedimento administrativo para o desligamento definitivo do servidor segue em andamento. Apesar da prisão, no Portal da Transparência o agente ainda aparece com o status de “Trabalhando”. A defesa de Geidellis não foi localizada pela reportagem.

Em entrevista concedida ao Maringá Post no dia 22 de dezembro, o secretário de Segurança Pública de Maringá, delegado Luiz Alves, afirmou que o agente possuía laudo psicológico válido para o exercício da função e porte de arma regular. Segundo ele, não havia registros de antecedentes criminais contra o acusado, e a checagem da ficha funcional e criminal é realizada antes do ingresso no serviço público, como procedimento padrão.

O secretário também informou que, antes mesmo do ocorrido, a Prefeitura já trabalhava na implementação da exigência de exame toxicológico para os agentes da Guarda Municipal durante os processos de renovação do porte de arma, autorizados pela Polícia Federal a cada dois anos. Além disso, está prevista a atuação permanente de um psicólogo para o acompanhamento dos agentes nas dependências da Secretaria de Segurança.