A icônica estatueta dourada de 2,70 metros, que por décadas marcou presença na fachada da antiga Fantasy Vídeo, agora busca um novo dono. O símbolo de uma das locadoras mais queridas da cidade está à venda em um anúncio no marketplace — e virou o assunto nostálgico do momento entre os maringaenses.
Com o falecimento do proprietário da tradicional locadora, localizada na Avenida Brasil, na Vila Operária, o ponto comercial foi transformado em um depósito de material de construção. Entre pilhas de areia, cimento e tijolos, a famosa estátua do “Oscar maringaense” parece deslocada e aguarda quem queira resgatá-la.
No início, o item foi colocado à venda por apenas R$ 100. Hoje, o preço subiu para cerca de R$ 1 mil, e a condição é que o comprador providencie a retirada da peça — instalada na esquina da Avenida Brasil com a Rua Mathias de Albuquerque.
Uma era dourada do cinema maringaense
Inaugurada em 1988, a Fantasy Vídeo marcou gerações. Começou com fitas VHS, acompanhou a transição para os DVDs e manteve um público fiel apaixonado por filmes clássicos e raridades do cinema mundial. Para se adaptar aos novos tempos, chegou a vender filmes, doces e até oferecer serviços de impressão.
Com o avanço das plataformas de streaming, as locadoras foram desaparecendo — e com elas, parte da magia de escolher um filme percorrendo prateleiras intermináveis.
Uma espécie em extinção
De acordo com dados do Cadastro Mobiliário da Prefeitura de Maringá, restam apenas cinco locadoras com alvará ativo na cidade. Elas estão distribuídas pelas avenidas Morangueira, Paraná, João Paulino Vieira Filho, Dr. Luiz Teixeira Mendes e São Paulo.
Ícone da Vila Operária
Assim como a miniatura da Torre Eiffel de um posto de combustíveis próximo dali, ou o lendário Cine Bar e o Bar do João, o “Oscar” da Fantasy Vídeo se tornou um marco visual da Vila Operária.
Mesmo que a estatueta encontre um novo destino, ficará no local — ao menos por enquanto — uma parede estilizada com o Robocop atravessando tijolos, lembrança viva de um tempo em que alugar um filme era um ritual de fim de semana.







