PUBLICIDADE

Queda no preço dos combustíveis ainda não chega às bombas, afirma Paranapetro

A redução nos preços dos combustíveis anunciada pela Petrobras ainda não foi integralmente sentida pelo consumidor. Conforme nota divulgada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Paranapetro), até a manhã desta terça-feira (27) as principais distribuidoras do país repassaram aos postos apenas parte da diminuição aplicada nas refinarias.

Segundo o sindicato, o desconto transferido pelas distribuidoras ficou, em média, entre 4 e 5 centavos por litro — valor considerado inferior ao impacto esperado com o corte anunciado pela estatal. Essa defasagem limita a possibilidade de uma redução mais significativa nos preços praticados nas bombas.

O Paranapetro destaca que os postos não adquirem combustíveis diretamente das refinarias, sendo obrigados a comprar exclusivamente das distribuidoras. Dessa forma, qualquer queda no preço final depende do repasse efetivo realizado por essas empresas. Sem a transferência total da redução, os postos não conseguem diminuir os valores de forma proporcional.

Se fosse aumento…

Na avaliação do sindicato, esse comportamento é recorrente no mercado: aumentos costumam ser repassados rapidamente pelas distribuidoras, enquanto reduções ocorrem de maneira mais lenta ou parcial. Por isso, o Paranapetro reforça que os postos não podem ser responsabilizados pela demora ou pela ausência de queda nos preços ao consumidor.

A nota também explica o impacto estimado da medida anunciada pela Petrobras. A gasolina comum comercializada no país, chamada de gasolina tipo C, é composta por 70% de gasolina tipo A e 30% de etanol. Assim, a redução de R$ 0,14 por litro na gasolina tipo A representaria uma queda aproximada de nove centavos no preço da gasolina comum, caso o repasse fosse integral.

Enquanto isso não acontece, a redução permanece restrita à cadeia de comercialização, frustrando a expectativa dos motoristas que aguardavam uma diminuição mais expressiva no valor da gasolina.