Ao contrário do que muitos imaginam, jovens superdotados podem enfrentar situações de isolamento, depressão e dificuldade de convivência social.
Nem sempre ter altas habilidades é sinônimo de felicidade na adolescência. O desempenho intelectual desses jovens costuma estar anos à frente da média de sua idade, mas seus aspectos socioemocionais nem sempre acompanham o mesmo ritmo.
“Muitos aprendem a esconder o que têm de melhor para serem aceitos. Se levantam a mão o tempo todo para responder, por exemplo, acabam cansando os colegas e podem se sentir pressionados a se calar. Essa autoanulação pode trazer sofrimento para a vida toda”, alerta Silvia Altoé, uma das convidadas do episódio especial do Ponto a Ponto Podcast sobre superdotação.
Outro fator comum é a hipersensibilidade. “O jovem pode ter excelente memória e raciocínio rápido, mas ao mesmo tempo se fixar em pequenos detalhes, tornando-os tão valiosos que acabam gerando dor emocional”, explica Karliny Uchoa.
Esse descompasso entre desempenho intelectual e maturidade emocional exige atenção de pais, educadores e profissionais da saúde. O tema foi discutido no episódio dedicado às altas habilidades, com as especialistas do Colégio Platão de Maringá: Maria Lúcia Zapata Lorite Tavares (coordenadora pedagógica), Karliny Uchoa (neuropsicóloga) e Silvia Altoé (mestre em Altas Habilidades/Superdotação).
O episódio já está disponível no canal do Maringá Post no YouTube e também no portal.







