De acordo com o Informe Epidemiológico, entre janeiro e outubro deste ano, o Paraná apresentou queda superior a 80% nos casos e óbitos causados pela dengue.
O Estado participa novamente do Dia Nacional de Combate à Dengue, que será realizado neste sábado, 8 de novembro. A mobilização envolve cidades de todas as regiões paranaenses, com ações educativas, recreativas e de eliminação de criadouros e focos do mosquito transmissor.
Os resultados refletem os esforços do Governo do Paraná para reduzir a incidência da doença. Conforme o levantamento, o número de casos confirmados caiu de 613.371 em 2024 para 87.598 em 2025 — uma redução de 85,7%. As mortes também diminuíram de 729 para 129, representando queda de 82%.
Em nível nacional, o Ministério da Saúde (MS) utiliza como base os “casos prováveis” de dengue. De janeiro a outubro, o país registrou uma redução de 74,98% em relação ao mesmo período de 2024. No Paraná, a queda foi ainda maior: 83,4% nos casos prováveis e 81% nos óbitos.
“Reforçamos todo o nosso sistema de combate à dengue em parceria com os municípios para reduzir casos e mortes, e os resultados mostram que estamos no caminho certo”, destacou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “Seguimos incentivando ações de controle, eliminação de criadouros, monitoramento, bloqueio de casos e mutirões em áreas de risco.”
Entre as iniciativas, o Paraná tem investido na capacitação das equipes de controle vetorial sempre que há atualização nos protocolos. Em 2025, foram promovidos treinamentos sobre as novas diretrizes para prevenção e controle de arboviroses, capacitando 1.095 profissionais em todas as macrorregionais do Estado.
O Paraná também se destaca na implantação da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), que consiste na aplicação de inseticida em paredes de locais específicos, como igrejas, escolas e hospitais. Todas as 22 Regionais de Saúde já foram treinadas para aplicar o método, que está sendo executado em 187 municípios.
Maior biofábrica do mundo de “Wolbitos”
Outra iniciativa pioneira é a instalação da maior biofábrica do mundo de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, conhecida como Wolbitos, localizada no Parque Tecnológico da Saúde, em Curitiba. Inaugurada em julho, a estrutura tem capacidade para produzir até 100 milhões de ovos de mosquito por ciclo.
A fábrica é coordenada pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e pelo World Mosquito Program, com apoio do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e da Fiocruz. Atualmente, Foz do Iguaçu já utiliza o método Wolbachia, e Cascavel será o próximo município a adotá-lo ainda em 2025.
Informações e prevenção
O Estado mantém um site especializado sobre a dengue, que reúne orientações de prevenção, esclarecimento de mitos e verdades, além de materiais educativos e informações sobre as ações em andamento.
📎 Fonte: Agência Estadual de Notícias (AEN)







