A Lua crescente e o planeta Vênus apareceram muito próximos visualmente, formando um espetáculo que rendeu fotos e comentários nas redes sociais.
Apesar da impressão de que os dois astros estavam lado a lado, especialistas explicam que a proximidade é apenas aparente. A Lua e Vênus estão separados por milhões de quilômetros no espaço, mas, devido à posição relativa dos corpos celestes em relação à Terra, parecem ocupar a mesma região do céu.
De acordo com o professor de Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Marcos Cesar Danhoni Neves, o fenômeno ocorre porque observamos os corpos celestes projetados em uma mesma direção no firmamento. Esse tipo de alinhamento visual é conhecido na astronomia como “conjunção”.
Por que Vênus brilha tanto?
Conhecido popularmente como “Estrela-d’Alva” ou “Estrela Vespertina”, embora não seja uma estrela, Vênus é o objeto mais brilhante do céu noturno depois da Lua. Seu intenso brilho ocorre devido à atmosfera extremamente densa, coberta por nuvens que refletem grande parte da luz solar. Além disso, a relativa proximidade do planeta com a Terra favorece sua observação a olho nu.
Fenômeno pôde ser visto sem equipamentos
A conjunção entre Lua e Vênus pôde ser observada sem a necessidade de telescópios ou binóculos. Bastava um céu limpo para acompanhar o encontro dos dois astros logo após o pôr do sol. Eventos como esse acontecem com relativa frequência, mas continuam despertando fascínio entre observadores e amantes da astronomia.
Além de Vênus, observadores mais atentos também puderam identificar outros planetas próximos ao horizonte, tornando a paisagem celeste ainda mais especial.
Fonte: GMC Online, com informações do professor Marcos Cesar Danhoni Neves, da Universidade Estadual de Maringá (UEM).







