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Medicina em Maringá: curso da Uningá recebe uma das piores notas do país em avaliação do MEC

O curso de Medicina do Centro Universitário Ingá (Uningá), em Maringá, está entre os com pior desempenho no Brasil, conforme dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC). A instituição obteve conceito 2 no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, cujos resultados foram publicados nesta segunda-feira (19) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Esta foi a primeira edição do Enamed, exame criado para medir a qualidade do ensino nos cursos de Medicina, a exemplo do que o Enade já faz com outras graduações. A pontuação varia de 1 a 5, e a Uningá ficou com nota 2.

Ao todo, 351 instituições de ensino superior que oferecem Medicina participaram da avaliação. Destas, 107 receberam conceitos 1 ou 2, classificados pelo MEC como de baixo desempenho. Foram 83 cursos com conceito 2 e outros 24 com conceito 1.

No Paraná, além da Uningá, outras duas instituições tiveram resultados semelhantes. A Universidade Paranaense (Unipar), em Umuarama, e a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu, também receberam conceito 2 em seus cursos de Medicina.

A reportagem tentou contato com o Centro Universitário Ingá por meio dos telefones institucionais e canais da assessoria de imprensa, mas não obteve retorno até o fechamento desta publicação. O espaço permanece aberto para manifestações. O Ministério da Educação também foi procurado para comentar a avaliação.

Maringá também tem cursos entre os melhores do país

Apesar do resultado negativo da Uningá, Maringá aparece em destaque positivo no ranking nacional. O curso de Medicina da Universidade Estadual de Maringá (UEM) alcançou conceito 5, a nota máxima do Enamed. Já a Unicesumar foi avaliada com conceito 4, figurando entre as melhores instituições do Brasil.

MEC estuda sanções para cursos com baixo desempenho

Durante coletiva de imprensa realizada em Brasília nesta segunda-feira (19), o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o MEC avalia a aplicação de penalidades às instituições que apresentaram desempenho considerado insatisfatório no Enamed 2025.

Segundo o ministro, a iniciativa busca garantir padrões mínimos de qualidade no ensino superior. “Queremos ampliar o acesso ao ensino, mas com qualidade na oferta desses cursos”, declarou.

Conforme o MEC, os cursos que receberam conceitos 1 e 2 passarão por processos administrativos de supervisão, com direito à ampla defesa. As possíveis sanções incluem a proibição de ampliação de vagas e a suspensão de financiamentos estudantis, medidas que permanecerão válidas até a próxima edição da avaliação, prevista para outubro de 2026.