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Maringá registra mais de 50 mm de chuva em apenas 40 minutos

Informações são da Estação Climatológica da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Segundo a Defesa Civil, o temporal provocou diversos pontos de alagamento, mas resultou em apenas duas quedas de árvores.

Maringá registrou pouco mais de 50 mm de chuva em um intervalo de apenas 40 minutos na tarde desta sexta-feira (20). Os dados foram levantados pela Estação Climatológica da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e divulgados pela Prefeitura.

De acordo com a UEM, o volume expressivo foi registrado entre 12h50 e 13h30. As rajadas de vento superaram os 55 km/h. O acumulado corresponde a aproximadamente um terço de toda a precipitação prevista para o mês de fevereiro.

Conforme o coordenador da Defesa Civil de Maringá, Vagner Mussio, apesar da intensidade dos ventos, somente duas árvores caíram durante o temporal. As principais ocorrências estiveram relacionadas aos alagamentos em diferentes pontos da cidade. Um deles, inclusive, foi registrado em vídeo por moradores na Avenida Morangueira, na mesma região onde o município implantou uma trincheira para escoamento de água em 2025.

Segundo Mussio, mesmo com o acúmulo de água, a estrutura apresentou o desempenho esperado. O secretário destacou que toda a água escoou em menos de cinco minutos.

“Não houve qualquer problema com a trincheira. Na verdade, ela operou exatamente como foi projetada. Quando se fala em 50 milímetros de chuva, isso significa 50 litros de água por metro quadrado. Em Maringá, praticamente toda a área é impermeabilizada, o que faz com que a água escoe diretamente pelas vias. Anteriormente, naquele trecho de quase 300 metros, formava-se uma lâmina d’água de cerca de 80 centímetros, que permanecia por horas, impedindo a travessia. Estávamos na Avenida Morangueira no momento da chuva. O ponto de maior acúmulo ocorreu próximo ao portão da Associação dos Funcionários, na junção das pistas. Houve um pequeno transbordamento, mas, cronometrando no local, em menos de cinco minutos a água retornou ao leito e a pista já estava completamente seca. Esse sistema de drenagem foi desenvolvido justamente para essa finalidade”, explicou o coordenador da Defesa Civil.