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Ônibus que capotou em Alagoas e matou 15 pessoas operava de forma irregular, diz ANTT

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou nesta terça-feira (3) que o ônibus envolvido no grave acidente em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas, realizava transporte clandestino de passageiros. O veículo levava cerca de 60 romeiros e o capotamento resultou na morte de 15 pessoas.

Segundo a ANTT, o ônibus, de placa JJB3D75, não tinha autorização para operar. O veículo não possuía habilitação junto à agência, nem Certificado de Segurança Veicular (CSV), seguro de responsabilidade civil válido ou Licença de Viagem (LV) para o trajeto realizado.

A agência reguladora destacou ainda que acompanha o caso em conjunto com os órgãos responsáveis e mantém ações permanentes de fiscalização para combater o transporte irregular de passageiros em todo o país.

O coletivo transportava romeiros que saíram de Juazeiro do Norte, no Ceará, com destino ao município de Coité do Noia, em Alagoas.

Luto oficial

O Governo de Alagoas informou que organizou uma força-tarefa para atender a ocorrência na rodovia AL-220, no povoado Caboclo, em São José da Tapera, localizado a mais de 200 quilômetros de Maceió. O estado decretou luto oficial de três dias.

Em nota, a Prefeitura de Coité do Noia afirmou que mobilizou imediatamente suas equipes assim que foi informada sobre o acidente. A administração municipal disse estar oferecendo assistência completa às vítimas e familiares, incluindo apoio psicológico e social, auxílio no translado dos corpos e acompanhamento médico dos feridos.

“Neste momento de profunda dor, a Prefeitura de Coité do Noia se solidariza com familiares e amigos das vítimas, colocando-se à disposição para prestar todo o apoio necessário. O município decretou luto oficial em sinal de respeito e pesar”, informou a gestão municipal.

Agência Brasil