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Incêndio em distribuidora de peças em Maringá causa prejuízo estimado em mais de R$ 40 milhões

A distribuidora de peças para caminhões atingida por um incêndio na tarde deste domingo (14), no Jardim América, em Maringá, calcula um prejuízo que pode superar os R$ 40 milhões. A estimativa foi confirmada pelo advogado da empresa, Emerson Farias, durante entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (15).

Especializada na importação de peças da China, a empresa possui atualmente centros de distribuição em Itajaí (SC) e Sinop (MT). Fundada em Maringá, a distribuidora tinha planos de concentrar até 70% de toda a operação logística na cidade. O barracão atingido pelo fogo seria inaugurado nesta quarta-feira (17) e abrigaria tanto o estoque de mercadorias quanto o setor de telemarketing da companhia.

Segundo o advogado, aproximadamente R$ 25 milhões em mercadorias foram perdidos no incêndio. O imóvel, que era alugado, assim como os produtos armazenados, não possuía seguro. O valor total do prejuízo estimado também inclui danos à estrutura física, equipamentos e o impacto financeiro relacionado à manutenção dos salários de cerca de 50 funcionários que atuam em Maringá.

“Somente em peças, o prejuízo chega a R$ 25 milhões, que era o volume armazenado no barracão. Eram três barracões e o fogo atingiu dois deles, que foram completamente destruídos. Além das peças, havia maquinários, duas empilhadeiras novas e prateleiras metálicas, avaliadas entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão. Diante disso, o prejuízo total da empresa é estimado em torno de R$ 40 milhões”, explicou Emerson Farias.

O advogado também confirmou que foi criada uma vaquinha para auxiliar os proprietários da empresa neste momento difícil. Segundo ele, a distribuidora emprega entre 40 e 50 trabalhadores em Maringá, cujas famílias podem ser diretamente afetadas pela situação.

“O prejuízo é muito elevado e, sem seguro, a situação se torna ainda mais delicada. A empresa pode conseguir arcar com os salários deste mês, mas não há garantias para os próximos. Por isso, qualquer apoio será importante para atravessar esse período”, afirmou.

A empresa registrou um boletim de ocorrência junto à Polícia Civil para solicitar uma perícia detalhada sobre as causas do incêndio. Apesar de não haver indícios de ação criminosa, os responsáveis buscam esclarecer a origem do fogo. A defesa também questiona a ausência de hidrantes no local.

“Não há, a princípio, suspeita de crime. No entanto, existe uma possível negligência que precisa ser investigada. Um ponto que chama atenção é o fato de os barracões não possuírem hidrantes, apesar de o contrato indicar a existência desse equipamento. Isso não impediria o incêndio, mas poderia ter reduzido os danos”, ressaltou o advogado.

Até o momento, o Corpo de Bombeiros não divulgou as causas do incêndio.