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Aqui está o texto reescrito, com mudanças de palavras e estrutura, sem alteração das informações principais:

Secovi Noroeste: a aposta de Marco Tadeu para ampliar a relevância sindical

Na entrevista concedida ao Ponto a Ponto, o presidente do Secovi Noroeste, Marco Tadeu Barbosa, afirmou que o futuro dos sindicatos depende da capacidade de gerar valor, e não de obrigatoriedade de pagamento. Para ele, o fortalecimento das entidades passa pela prestação de serviços reais aos representados, dentro de um modelo baseado na voluntariedade e na função social.

Um dos trechos mais marcantes do bate-papo é quando Marco analisa a realidade pós-contribuição obrigatória. Em sua visão, o fim da taxa compulsória não representa prejuízo, mas sim a chance de redefinir a atuação sindical. Logo no começo do corte, ele é direto:

“A contribuição sindical não é mais obrigatória — e eu sou totalmente a favor que não seja.”

A declaração não é habitual entre dirigentes sindicais, mas está alinhada à própria trajetória de Marco, construída dentro do associativismo voluntário. Como ele relembra:

“Sou cria de associação comercial. Lá ninguém é obrigado a pagar.”

O modelo que guia o Secovi

Marco compara o Secovi à Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), destacando que ambas precisam conquistar seus membros por meio de relevância prática.

“Para que a pessoa venha para o Secovi, o Secovi precisa se mostrar importante para essa pessoa.”

Ele revela ainda uma postura ousada adotada pela gestão: o atendimento a condomínios e imobiliárias mesmo quando não há pagamento de contribuição.

“A gente tem atendido condomínios e imobiliárias mesmo que não pagam a contribuição social. Porque esse é o nosso papel.”

Hoje, o Secovi disponibiliza:

• cursos gratuitos para síndicos, porteiros, zeladores e administradores;

• orientação jurídica;

• suporte em dissídios, negociações salariais e questões legais;

• espaços de debate, participação e construção coletiva.

Tudo isso sem exigir retorno financeiro imediato. Para Marco, agir dessa maneira é indispensável:

“Não é porque a pessoa não paga que o Secovi não representa. Representa sim.”

A visão do presidente dialoga com um entendimento mais amplo sobre o associativismo em Maringá: instituições precisam servir à comunidade e ao setor que representam, sendo instrumentos de desenvolvimento — não apenas estruturas focadas em arrecadação.