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Gaeco deflagra nova fase da Operação PIX e MP vai denunciar servidores de Maringá por cobrança de propina em podas e remoções de árvores

O Ministério Público vai apresentar denúncia contra servidores municipais de Maringá suspeitos de receber propina para “furar a fila” de solicitações de poda e remoção de árvores. Nesta quinta-feira (23), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realizou a segunda fase da “Operação PIX”, que apura possíveis práticas de corrupção envolvendo funcionários do setor de arborização. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa de um empresário acusado de pagar propina para ter prioridade nos atendimentos.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) deve denunciar quatro servidores da Prefeitura de Maringá por supostamente cobrarem valores indevidos de moradores interessados em adiantar os pedidos de poda e retirada de árvores. No total, eles responderão por 12 crimes de corrupção ativa.

Durante a operação desta quinta-feira (23), agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão em um imóvel pertencente a um empresário local, investigado por ter cometido corrupção ativa em pelo menos 15 ocasiões. De acordo com as investigações, ele efetuava pagamentos ilegais a servidores públicos para obter prioridade nos protocolos referentes a serviços de arborização.

Na ação, autorizada pela 4ª Vara Criminal de Maringá, foram recolhidos um celular, um notebook e diversos documentos, que passarão por perícia e deverão contribuir com as investigações. O MP informou ainda que há dois procedimentos investigatórios criminais em andamento, relacionados a outros 15 episódios suspeitos de corrupção.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Maringá declarou que não vai se pronunciar sobre o caso, por se tratar de um fato ocorrido durante a gestão anterior.